Ocorreu um erro neste dispositivo

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

CONCEITOS



Ágora: praça pública das cidades gregas e parte essencial da pólis. Nela se concentravam as atividades sociais, económicas, religiosas e culturais; a sua função dominante era, porém, política, já que se tratava do espaço democrático por excelência.


Meteco: nome que designava o estrangeiro que residia em Atenas, ainda que este fosse natural de outra pólis grega. Os metecos possuíam direitoos civis, pagavam impostos e prestavam serviço militar, mas não usufruíram de direitos políticos e não podiam ter bens imóveis, nem casar com atenienses.

 
Cidadão: indivíduo que possui a cidadania, isto é, que usufrui de direitos civis e políticos. No período clássico, em Atenas, cidadãos eram apenas os homens livres, filhos de pai e mãe atenienses, inscritos nos demos da pólis.
 
 
Democracia Antiga: ideologia e regime político surgido na Grécia Antiga em que a soberania é partilhada em situação de igualdade por todos os cidadãos homens, na primeira pessoa e não por delegação de poderes comonhoje acontece. A democracia grega excluía as mulheres, os escravos e os estrangeiros.
 
 
 Escravo: homem não-livre, sem personalidade política nem jurídica. Os escravos podiam ser propriedade pública ou privada e exerciam toda a espécie de serviços braçais e mesmo intelectuais(muitos foram pedagogos, músicos e poetas).
 
 

PATRIMÓNIO


O património como objecto científico da contabilidade, foi proposto pelos seguidores das correntes científicas do Patrimonialismo e do Neopatrimonialismo.
Em Direito: "Património é o conjunto de direito subjectivos sobre determinada coisa com valor pecuniário". O património constitui uma universalidade e é indivisível, não podendo ser desmembrado. Não se admite pluralidade de patrimónios na mesma pessoa, e isso porque, fundamentalmente, se fosse facultado a cada sujeito, a seu exclusivo critério, separar bens do património e com eles formar massas patrimoniais separadas, que não possam ser visadas pelos seus credores em geral, seria possível desfalcar impunemente seu património, tornando-se incontrolável a fraude contra credores ou a fraude de execução. Em Direito, "bem" é por vezes um sinónimo de "património". O inventário seria o primeiro procedimento jurídico para se levantar o património de uma pessoa (o segundo seria o Balanço Patrimonial). patrimonio e aquilo que nos foi deixado por alguem que pertence a alguem, uma herança
Portanto, pode se afirmar que existem vários sentidos para o termo "patrimônio": pode ser o conjunto de bens, direitos e obrigações de uma entidade; pode ser o conjunto de bens de uma entidade; ou pode ser o conjunto de bens de uma coletividade, como no caso de património arquitectónico, património cultural, etc.

CRONOLOGIA


cronologia  é a ciência cuja finalidade é a de determinar as datas e a ordem dos acontecimentos históricos, principalmente descrevendo e agrupando numa sequência lógica. Esta disciplina insere-se numa ciência maior, que é História.
Durante muitas décadas, o tempo do historiador foi reduzido à cronologia, ou seja, o fundamentalismo era datar os tempos em dias, meses, ano décadas e séculos estabelecendo umas noção de tempo puramente cronológica.

PERIODIZAÇÃO

Denomina-se de periodização da História à divisão, para fins didácticos, da História em épocas, períodos ou idades. A necessidade desses "cortes" (ou "recortes") é tão antiga quanto a da escrita da História, cada época ou cultura tendo usado uma diferente metodologia. Embora qualquer articulação no processo histórico seja artificial (e passível de críticas), essa prática torna-se indispensável para que o conhecimento histórico se torne inteligível. Desse modo, pode haver tantas divisões quantos pontos-de-vista - culturais, etnográficos e ideológicos. Não há como definir um padrão único ou consensual.

O método mais antigo de periodização empregado pelo Homem foi o da articulação político-genealógica, observando os limites dos reinados e das dinastias.
Na Grécia Antiga, Hesíodo, em Os Trabalhos e os Dias, propôs uma articulação por épocas, a as cinco idades (Ouro, Prata, Bronze, Heróis e Ferro).
Posteriormente, Políbio, um dos primeiros historiadores a encarar a História como uma sequência lógica de causas e efeitos, por outras razões, optou por uma teoria de rígida sucessão das instituições políticas.
O Cristianismo trouxe uma concepção de devir histórico linear, uniforme, que, estendendo-se da Criação até ao Juízo Final, foi adaptada em uma forma secular pelo moderno pensamento histórico. Cada época passou a ter um carácter único, individual, quer de acordo, por exemplo, com o modelo dos seis dias bíblicos da Criação, quer com o das quatro monarquias universais (o Império Babilónico, o Medo-Persa, Grécia e Roma).
A articulação em - Antiguidade – Idade Média – Idade Moderna – foi enunciada pelo alemão Cristoph Cellarius (1634-1707) que, de início, correspondia à interpretação e valorização pelos Humanistas de uma história cultural Europeia ocidental.
Ao final do século XIX, quando da afirmação da História enquanto ciência, afirmou-se no mundo ocidental uma divisão baseada em grandes marcos ou eventos, que se denomina de "periodização clássica".

FONTE HISTÓRICA


“Fonte Histórica” é tudo aquilo que, produzido pelo homem ou trazendo vestígios de sua interferência, pode nos proporcionar um acesso à compreensão do passado humano. Neste sentido, são fontes históricas tanto os já tradicionais documentos textuais (crônicas, memórias, registros cartoriais, processos criminais, cartas legislativas, obras de literatura, correspondências públicas e privadas e tantos mais) como também quaisquer outros que possam nos fornecer um testemunho ou um discurso proveniente do passado humano, da realidade um dia vivida e que se apresenta como relevante para o Presente do historiador.
No campo da História da Farmácia, estas fontes são muito importantes e incluem aquelas (almofarizes, potes de outros artefactos de farmácia) a cuja conservação se dedicam os museus de farmácia. As fontes escritas são geralmente as de utilização mais geral e distinguem-se entre si pelo suporte e técnica utilizados na escrita. No estudo das épocas Moderna e Contemporânea, as fontes escritas utilizadas são normalmente classificadas em manuscritas (uma carta de boticário, uma receita) e impressas (uma farmacopeia, um periódico farmacêutico). Das fontes escritas se ocupam ciências auxiliares como a Paleografia, a Filologia, a Epigrafia, a Papirologia, a Diplomática. As fontes iconográficas são as que representam imagens (uma gravura, uma fotografia, um filme). As fontes orais incluem toda a informação e tradição que é conservada na memória dos indivíduos e transmitida oralmente de uns para outros. Estas fontes são particularmente importantes no estudo da história dos povos primitivos.

sábado, 28 de janeiro de 2012

ESTALINE (URSS)


Jossip Vissarianovitch Dhugashvili, cujo nome político é Estaline ("homem de aço", do alemão Stahl), empenha-se na tarefa de derrubar os seus adversários para alcançar o poder após a morte de Lenine, em 1924. Na sua juventude aderiu à social-democracia de orientação marxista, em 1901, passou pelo cativeiro na Sibéria, participou na revolução de 1905 (altura em que conheceu Lenine), foi agregado pelo Comité Central do Partido Operário Social Democrata Russo (P.O.S.D.R) em 1912 e esteve exilado na Sibéria entre 1913 e 1917. Participou na Revolução de 1917, desempenhando funções muito importantes na sua eclosão e desenvolvimento. De 1918 a 1920 foi membro do Conselho de Defesa e comissário do povo para as nacionalidades, pondo em prática a política bolchevique de autodeterminação nacional.
Depois deste percurso político tornou-se o secretário geral do partido em 1922. Temendo o rumo que a Rússia poderia tomar, Lenine, já doente, escreve algumas notas consideradas como o seu testamento, critica o modo de agir de Estaline, considera-o extremamente brutal e propõe o estudo de uma solução para que seja substituído no cargo (mas não a demissão) por alguém mais leal e mais ponderado. Apesar do desejo por Lenine, Estaline mantém-se no cargo reforçando ainda mais a sua autoridade. Com a morte de Lenine em 1924, Estaline iniciou uma luta pelo poder, primeiro apoiado por Kamenev e Zinoviev contra Trotski, acabando depois por derrotar, em fins de 1927, Kamenev, Zinoviev e Shliapnikov que se haviam aliado a Trotski. É desta forma que ascende definitivamente ao poder encetando uma governação ditatorial até à sua morte, em 1953. A construção do "socialismo num só país" era um imperativo. Estaline dominava o partido bolchevique e o partido dominava os sovietes e o Estado. O partido organizava-se seguindo os modelos de centralismo e a guerra civil, que durante anos afetou a Rússia após a Revolução de 1917, deu origem à criação de um partido único.Uma das primeiras medidas que implementou foi a modificação da Nova Política Económica (N. E. P.) criada por Lenine, de forma a pôr em prática a sua tese da construção do "socialismo num só país". Na Rússia de Estaline, a orientação da economia passaria a ser socializante, de planificação quinquenal (que apresentou em 1928), tendo a autossuficiência como meta. O recurso a medidas autoritárias e coercitivas tornou-se frequente para que o partido pudesse implantar a planificação. Para conseguir os objetivos era necessária a coletivização forçada, imediata e total (proclamou a extinção dos kulaks, originando milhões de deportados); uma industrialização de base conseguida através da aplicação de medidas disciplinares à classe trabalhadora e do recurso ao trabalho forçado; e o fortalecimento do aparelho de Estado, apoiado nas instituições estatais. O resultado imediato ao nível da produção agrícola foi uma escassez que atingiu as cidades. A política de coletivização revelou-se um fracasso: a pecuária foi atingida pela falta de meios para alimentar os animais; os cereais eram colocados à venda no mercado internacional para fazer face às dívidas, deixando o povo russo em estado de carência alimentar grave, como a que se verificou em 1932-33; o Estado não podia suportar os gastos necessários para a aquisição de maquinaria suficiente para o cultivo eficaz de tão grande extensão de terra. No que diz respeito à indústria, os resultados mostraram-se mais favoráveis. O objetivo era promover uma industrialização rápida e para isso foram utilizados os capitais gerados no campo. Com o estado debilitado dos campos, os agricultores iniciaram um êxodo rumo às cidades, constituindo a nova mão de obra para a construção civil e para os ofícios. Verificou-se um avanço considerável nas indústrias do carvão, do ferro e do aço que, na verdade, constituíram o pilar da economia. A industrialização era uma realidade em 1939. Nas questões culturais também se verificou um avanço significativo, nomeadamente na implementação de medidas para eliminar o analfabetismo.
Para prosseguir a sua política ditatorial e debelar qualquer tentativa de conspiração, traição ou crítica, Estaline eliminou vários companheiros de partido através de purgas sucessivas, iniciadas com o assassinato de Serguei Kirov, em 1934 e destituiu o alto comando das forças armadas entre 1936-38. A depuração atingiu os mais velhos dirigentes do partido, do Comité e do Exército Vermelho. Como presidente do Comité de Estado para a Defesa, órgão constituído em 1941, Estaline tem o comando supremo das forças armadas. Mobiliza a população para a "grande guerra patriótica" e apela para a luta contra os invasores germânicos. A União Soviética, que permanecera neutral até 1941, entra na Segunda Guerra Mundial e derrota a Alemanha nazi entre 1941 e 1945 o que granjeou a Estaline a consideração e o prestígio, fomentando ainda mais o culto da personalidade, uma das características do estalinismo (a proliferação de estátuas e retratos de Estaline é bem elucidativa). Apesar da vitória sobre os nazis, mais de metade do país sofreu uma enorme devastação. No plano económico, as coisas não correram mal: as indústrias, o garante da economia da União Soviética, foram estrategicamente protegidas do ataque alemão. Efetivamente, depois de 1950, a produção industrial começou a aumentar, coadjuvada pelas descobertas de novas fontes de matérias-primas e pela submissão das economias dos países de Leste. A Guerra Fria não afetaria o desenvolvimento industrial e cultural, mas o problema colocado pela baixa produção agrícola continuou por resolver. No pós-guerra Estaline procurou em Ialta e em Potsdam estabelecer um acordo com os seus aliados ocidentais, mas não possuía a bomba atómica e para tal, o governo soviético teve que despender enormes capitais (a primeira bomba soviética foi construída em 1949).Estaline endureceu a sua política, marcada pelas dificuldades de reconstrução do país e pela Guerra Fria, encetando uma nova vaga de repressão a todos aqueles que traíssem a pátria espalhando um clima de terror. Após o rompimento de relações com Tito em 1949, quando este criticou a sua política, Estaline procedeu a purgas violentas nas democracias populares. Centralizou fortemente o partido comunista e, para além disso, submeteu politicamente toda a Europa Central e de Leste. Nos últimos anos da sua governação, Estaline afasta-se dos olhares do público e encerra-se no Kremlin saindo ocasionalmente para assistir aos desfiles do 1.º de maio e do 7 de novembro na Praça Vermelha. Depois da sua morte, em 1953, o culto da personalidade foi duramente combatido e as reações contra a sua política ditatorial não se fizeram esperar. Procedeu-se a uma destalinização da política externa. O Estalinismo, que designa o período governativo de Estaline, caracteriza-se por ter concedido primazia ao poder do Estado, desviando-se do materialismo histórico defendido por Marx: a tese do socialismo em um só Estado; a identificação do socialismo e do Estado contra a tese marxista da abolição do Estado; a negação das contradições dentro da sociedade socialista; a primazia da política em relação à economia; a independência da linguagem em relação à ideologia. O aparelho de Estado controla a totalidade dos poderes. A administração, o exército, a polícia e o partido bolchevique são os instrumentos do totalitarismo, imiscuindo-se em todas as áreas da vida dos cidadãos. Todos aqueles que se opõem são reprimidos exercendo-se sobre o cidadão um verdadeiro clima de terror. O estalinismo nega completamente a ditadura do proletariado e o desaparecimento do Estado, pois substitui o exercício direto do poder pelo povo pelo poder absoluto do Estado sobre o povo.

SALAZAR (PORTUGAL)


António de Oliveira Salazar (Vimieiro, Santa Comba Dão, 28 de Abril de 1889Lisboa, 27 de Julho de 1970) foi um político nacionalista português e professor catedrático da Universidade de Coimbra.
O seu percurso político iniciou-se quando foi Ministro das Finanças por breves meses em 1926. Depois disso, foi também ministro das Finanças entre 1928 e 1932, procedendo ao saneamento das finanças públicas portuguesas.[carece de fontes?]
Instituidor do Estado Novo (1933-1974) e da sua organização política de suporte, a União Nacional, Salazar dirigiu os destinos de Portugal, como Presidente do Conselho de Ministros, entre 1932 e 1968. Os autoritarismos que surgiam na Europa foram amplamente experienciados por Salazar em duas frentes complementares: a propaganda e a repressão. Com a criação da Censura, da organização de tempos livres dos trabalhadores FNAT, da Mocidade Portuguesa, masculina e feminina, o Estado Novo procurava assegurar a doutrinação de largas massas da população portuguesa, enquanto que a polícia política (PVDE, posteriormente PIDE, a partir de 1945), em conjunto com a Legião Portuguesa, combatiam os opositores, que, quando objecto de julgamento, eram-no em tribunais especiais (Tribunais Militares Especiais e, posteriormente, Tribunais Plenários).
Apoiando-se na doutrina social da Igreja Católica, Salazar orientou-se para um corporativismo de Estado, com uma linha de acção económica nacionalista assente no ideal da autarcia. Esse seu nacionalismo económico levou-o a tomar medidas de proteccionismo e isolacionismo de natureza fiscal, tarifária, alfandegária, para Portugal e suas colónias, que tiveram grande impacto, sobretudo até aos anos sessenta.